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Metodologia

Uma prova digital só merece confiança se for possível reconstituir o caminho que ela percorreu. Nossa contraperícia refaz esse caminho, etapa por etapa, e compara cada uma com o que a lei e as normas técnicas exigem.

Como conduzimos a contraperícia

Sete etapas, da cadeia de custódia ao laudo

Examinamos o material que já consta nos autos. Não manipulamos o aparelho original nem fazemos novas extrações: trabalhamos sobre cópias, com o registro do que recebemos.

  1. ETAPA 01

    Análise de viabilidade

    Entendemos o caso, verificamos quais documentos e arquivos existem nos autos e dizemos com clareza o que é possível examinar.

  2. ETAPA 02

    Recebimento do material

    Recebemos cópias dos arquivos UFD e UFDR, dos dados de quebra telemática, dos laudos oficiais e dos termos de custódia. Calculamos o hash de tudo o que recebemos.

  3. ETAPA 03

    Cadeia de custódia antes da extração

    Conferimos cada etapa prevista no art. 158-B do CPP, da apreensão ao recebimento do aparelho pelo perito, buscando lacunas, inconsistências e manuseio não registrado.

  4. ETAPA 04

    Procedimento de extração (UFD)

    Verificamos o tipo de extração, a ferramenta e sua versão, a data e hora e os hashes dos arquivos gerados, comparando com os registros dos autos.

  5. ETAPA 05

    Custódia após a extração e relatório (UFDR)

    Verificamos a guarda dos dados extraídos: armazenamento, cópias, transferências, acessos e entrega às partes, com o hash conferido a cada passo. Depois, examinamos como o UFDR foi gerado: processamento, filtros, seleção de trechos e correspondência com a extração.

  6. ETAPA 06

    Quebras telemáticas e conteúdo

    Conferimos se os dados entregues pelas plataformas correspondem à ordem judicial e se foram preservados desde o recebimento. Analisamos conversas, metadados e registros apagados no contexto completo e em linha do tempo.

  7. ETAPA 07

    Laudo de contraperícia

    Descrevemos o material recebido, os métodos e as referências aplicadas, apontamos conformidades e falhas e respondemos a cada quesito de forma objetiva.

Integridade

O que é o hash e por que ele importa

O hash é uma espécie de impressão digital de um arquivo: um código calculado a partir de todo o conteúdo. Se um único caractere mudar, o código muda por completo.

Quando a extração é feita, os hashes dos arquivos gerados ficam registrados no UFD e devem constar da cadeia de custódia. O primeiro passo da contraperícia é recalcular esses códigos no material que chegou aos autos e verificar se são idênticos.

Legislação e normas

As referências que aplicamos

Cada laudo indica quais destas referências foram usadas e como cada etapa do material examinado se compara a elas.

Limites

O que um laudo não faz

Não garante o resultado do processo. O laudo responde a perguntas técnicas; a decisão é do juízo.

Não vai além do material disponível. Se um registro não consta dos autos, o laudo diz o que não pôde ser verificado e por quê.

Não muda conforme quem contratou. Apontamos falhas e também conformidades. O resultado é o mesmo para qualquer uma das partes.